SEJAMOS TODOS FEMINISTAS

dezembro 27, 2016


Sejamos Todos Feministas é um livro que eu li já tem um bom tempo, mas queria começar a categoria Livros aqui no blog então, ele foi o escolhido.

Primeiro de tudo, vale falar que a leitura desse livro é extremamente fácil, leve, e o livro possui apenas 63 páginas, por ser a adaptação de um discurso do TED da autora Chimamanda Ngozi Adichie. Segundo de tudo (rs) acho válido deixar claro que não concordei com todas as opiniões da autora, vou mencionar aqui apenas o que acreditei ser relevante, o que, felizmente, é a maior parte do livro.

O livro é um be-á-bá do que é ser feminista, aquela explicação básica de que feminismo não é o oposto de machismo que todo mundo deveria entender mas infelizmente grande parte das pessoas não entende.

"Algumas pessoas me perguntam: 'Por que usar a palavra 'feminista'? Por que não dizer que você acredita nos direitos humanos ou algo parecido?' Porque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, parte dos direitos humanos de uma forma geral - mas escolher uma expressão vaga como 'direitos humanos' é negar a especificidade e particularidade do problema de gênero."

Um dos tópicos que a autora nos leva a refletir é em relação a educação das mulheres versus a educação dos homens, como mostra o trecho abaixo:

"Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece. Não ensinamos os meninos a serem 'benquistos'. (...) Em todos os lugares do mundo, existem milhares de artigos e livros ensinando o que as mulheres devem fazer, como devem ou não ser para atrair e agradar homens. Livros sobre como os homens devem agradar as mulheres, são poucos."

A autora também questiona o "humor" das mulheres. Uma mulher que reaja a algum tipo de situação demonstrando raiva, é histérica, está de TPM. Um homem que reaja da mesma maneira, é considerado absolutamente normal. Um exemplo claro deste tipo de julgamento vimos este ano durante o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Roussef.

"Percebi cautela no tom do sujeito, e sabia que seu comentário sobre a minha raiva não tinha só a ver com o artigo, mas também com a minha personalidade. A raiva, o tom dele dizia, não cai bem em mulheres. Uma mulher não deve expressar raiva, porque a raiva ameaça."

Além destes assuntos, a autora também levanta questões importantíssimas como o estupro e o eterno julgamento ridículo de que a culpa é da vítima.

De um modo geral, para quem gostaria de entender o básico e se aproximar do feminismo, considero uma leitura agradável, leve e essencial, que nos faz refletir em diversos pontos. Super indico!

"A questão do gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos. E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."

~reflitão~


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