Eu Sou Malala
janeiro 08, 2017Há bastante tempo queria ler o livro da Malala. Via as pessoas comentando sobre ela na internet mas não sabia ao certo tudo o que havia acontecido com ela. Quando descobri, tive um misto de reações.
A primeira reação foi o choque ao perceber que existem milhões de pessoas no mundo vivendo realidades completamente diferente das nossas e não fazemos a menor ideia disso. Vivemos tão focados no nosso próprio mundo que não pensamos na diversidade do planeta e as vidas tão complexas que existem nele.
A segunda reação foi a injustiça. Malala cresceu numa região onde a maioria das pessoas não recebe educação básica e não sabe ler nem escrever. Essa "ignorância" facilitou o domínio do Talibã no Paquistão, pois eles instituiam regras que diziam estar no Corão, o livro sagrado dos mulçumanos, e ninguém conseguia questionar porque não eram capazes de ler o livro. Malala ganhou atenção dos talibãs porque questionava suas regras, lutava por seu direito de estudar e se indignava com a realidade em que vivia.
A terceira reação foi tristeza. Acordar de madrugada ao som de tiros e bombas era uma realidade na vida de Malala e sua família. O Talibã matava pessoas diariamente e o governo Paquistanês não fazia nada a respeito. Mulheres eram açoitadas no meio da rua. Não podiam sair sozinhas. Mulheres estudando era uma blasfêmia.
A quarta reação foi admiração, não apenas por Malala mas também pelo seu pai, que em momento nenhum deixaram de palestrar e dar entrevistas sobre o que acreditavam. Enfrentaram seus medos e lutaram pela educação explicando que esta é um direito de todos os seres humanos, não apenas de homens.
É incrível pensar que temos fácil acesso a educação e, muitas vezes, reclamamos de estudar enquanto em outros países existem pessoas - mulheres e crianças - morrendo porque querem apenas aprender a ler. A leitura de Eu Sou Malala é muito válida e recomendo para todos. Quem dera o mundo fosse cheio de Malalas!

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