Series

Santa Clarita Diet

fevereiro 05, 2017


Lotada de um sarcasmo sensacional, Santa Clarita Diet é a nova série da Netflix que você precisa assistir. Sério. Vai por mim. Sério. Juro.

Sheila e Joel são um típico casal americano, corretores de imóvel, que levam uma vidinha perfeita numa cidade pequena, até que Sheila vira uma morta-viva. Sim, ao maior estilo ~comedor de cérebro~ Sheila vira uma zumbi que precisa se alimentar exclusivamente de carne humana.


Aí você pensa. Zumbi e comédia, juntos? Sério mesmo? Sério, meu amigo, e ficou (com perdão da palavra) foda. Com piadas irônicas e sarcásticas envolvendo muito sangue, assassinato e problemas típicos de família, o roteiro é muito bem escrito e você simplesmente não consegue parar de assistir.

Além de um roteiro incrível, a atuação é de cair o queixo. Drew Barrymore e Timothy Olyphant possuem uma química ótima juntos e enchem os olhos com uma interpretação sensacional.



Como se comer carne humana não fosse problema o suficiente, Sheila e Joel ainda precisam lidar com os conflitos da filha adolescente Abby, que não vê mais sentido em atividades comuns, como ir a escola, desde que sua mãe virou uma morta-viva. Com isso, ela carrega conflitos paralelos aos principais que também são muito divertidos.

É graças a Abby que Sheila e Joel conhecem Eric, um geek da escola da filha, super ligado em eventos paranormais e todas as nerdices existentes. Ele se torna então o "especialista" em zumbis e auxilia Joel na busca de uma cura.









Se você está procurando uma série leve, com episódios curtinhos para distrair a cabeça e dar boas risadas, Santa Clarita Diet é uma opção perfeita. Dê uma chance para essa história louca e divirta-se!






Livros

Eu Sou Malala

janeiro 08, 2017


Há bastante tempo queria ler o livro da Malala. Via as pessoas comentando sobre ela na internet mas não sabia ao certo tudo o que havia acontecido com ela. Quando descobri, tive um misto de reações.

A primeira reação foi o choque ao perceber que existem milhões de pessoas no mundo vivendo realidades completamente diferente das nossas e não fazemos a menor ideia disso. Vivemos tão focados no nosso próprio mundo que não pensamos na diversidade do planeta e as vidas tão complexas que existem nele.

A segunda reação foi a injustiça. Malala cresceu numa região onde a maioria das pessoas não recebe educação básica e não sabe ler nem escrever. Essa "ignorância" facilitou o domínio do Talibã no Paquistão, pois eles instituiam regras que diziam estar no Corão, o livro sagrado dos mulçumanos, e ninguém conseguia questionar porque não eram capazes de ler o livro. Malala ganhou atenção dos talibãs porque questionava suas regras, lutava por seu direito de estudar e se indignava com a realidade em que vivia.

A terceira reação foi tristeza. Acordar de madrugada ao som de tiros e bombas era uma realidade na vida de Malala e sua família. O Talibã matava pessoas diariamente e o governo Paquistanês não fazia nada a respeito. Mulheres eram açoitadas no meio da rua. Não podiam sair sozinhas. Mulheres estudando era uma blasfêmia.

A quarta reação foi admiração, não apenas por Malala mas também pelo seu pai, que em momento nenhum deixaram de palestrar e dar entrevistas sobre o que acreditavam. Enfrentaram seus medos e lutaram pela educação explicando que esta é um direito de todos os seres humanos, não apenas de homens.

É incrível pensar que temos fácil acesso a educação e, muitas vezes, reclamamos de estudar enquanto em outros países existem pessoas - mulheres e crianças - morrendo porque querem apenas aprender a ler. A leitura de Eu Sou Malala é muito válida e recomendo para todos. Quem dera o mundo fosse cheio de Malalas!

Pessoal

DEIXE IR

janeiro 05, 2017


Eu tenho uma certa característica de insistir nas coisas. Dar tudo de mim até eu ter certeza de que não tem outro jeito. Sempre falo pra mim mesma que é melhor se arrepender de ter feito do que se arrepender de nem ter tentado. Pra mim isso é algo bom, porque quando eu deixo ir, é pra valer.

Não tem meio termo. Antes de deixar ir, pode ter certeza de que eu tentei de tudo, de que lutei, insisti, usei todos os argumentos possíveis de que algo naquela situação ainda valia a pena. E se eu deixo, não é por estar cansada, mas por enxergar de que está tudo sendo em vão.

E como é bom deixar ir.

A mente e o corpo ficam mais leve, a vida ganha um novo brilho e parece que, automaticamente, novas oportunidades já aparecem. Até consigo ouvir o barulho de novas portas se abrindo.

Deixar ir combina com o começo de um novo ano. Uma nova história. E como eu amo essa sensação!

Deixa ir que a vida se encarrega do resto.

Imagem via pexels.com

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